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No mes que vem (junho 2012) na Rio+20, os governantes de inumeros paises estarão propondo e discutindo as metas e diretrizes para a Economia Verde a ser implantada visando reconduzir os destinos do planeta. Independente dos resultados e da aceitação ou não de uma proposta de consenso pelas partes é preciso que o Terceiro Setor(Sociedade Civil) se mantenha atento e comece a formar uma opinião a este respeito. Lembre-se que a vontade política dos nossos governantes inicia-se sobre uma opinião publica de (sociedade) clara e estruturada. Assim é preciso saber o que queremos e como realizar. Neste sentido a sociedade organizada da Baixada de Jacarepaguá deve se preocupar em como melhor aproveitar os recursos naturais que seu patrimonio ambiental local pode oferecer.
Dentro da premissa que o patrimonio ambiental apenas conservado, sem uso planejado, oferece muito pouco se comparado com um bem natural avaliado e com proposta de uso adequado em função das suas fragilidades e potencialidades. Por outro lado um uso voraz e mal administrado promove a extinção do bem natural e vai contra o princípio do desenvolvimento sustentável: "Atender as necessidades do presente sem comprometer as necessidades das futuras gerações"(Nosso Futuro Comum).
Nesse sentido o patrimonio ambiental da Baixada de Jacarepaguá deve ser identificado e diagnosticado quanto as suas necessidades (fragilidades) e caracteristicas naturais para se poder planejar seus usos sustentáveis.
Tomemos como exemplo a Lagoa de Marapendi que nos ultimos meses sofreu mudanças marcantes quanto ao seu plano de uso do solo onde foi criado o Parque Municipal da Barra da Tijuca além de receber o Campo de Golfe oficial das Olimpiadas de 2016. São medidas que os moradores da Barra e Recreio tem muito o que lucrar com os usos sustentáveis que porventura possam ser desenvolvidos no entorno da Lagoa de Marapendi. Deve haver um legado ambiental claro e explicito que as Olimpiadas devem deixar na região onde a maior parte dos jogos serão realizados. Neste contexto percebe-se melhor o valor que o patrimonio ambiental pode promover na valorização dos imóveis e na qualidade de vida da região. Enquanto o primeiro é perfeitamente tangível sob forma de aumento do valor do imóvel, o segundo é intangivel onde não é possivel valorar de forma direta. Contudo a percepção social é clara e evidente tornando-se objeto de desejo da coletividade poder morar onde todos gostariam de passar as férias.
O conceito da Economia Verde que será discutida na Rio+20 será baseada na capacidade de mensurar e valorar os usos sustentáveis possiveis de se incorporar nas cidades. No futuro próximo será possível desenvolver estratégias que possam incorporar valor nos recursos naturais e na permanência de ecossistemas permeados na malha urbana. A coexistência pacífica entre o meio ambiente integrado com o meio urbano será o próximo desafio. Esta situação só será possivel com a inovação tecnológica e o planejamento de usos que potencializem a interdependência mutua entre as cidades e os ecossistemas naturais. Neste sentido os usos sustentáveis como o transporte aquaviário, turismo ambiental, ecoresorts, esportes da natureza(vela, trekking, pesca esportiva), jardim botanico, mirantes, reservatórios e lagos artificiais, são alguns das inumeras oportunidades de usos que devem ser mesclados no espaço urbano.
Uma melhor distribuição das cores nas manchas urbanas como o cinza das edificações devem ser intercaladas com o azul (rios, canais, lagos e praias) e o verde (praças, parques, faixa de proteção marginal). Quanto maior for o equilibrio destas cores na malha urbana, tanto mais sustentável ela será no futuro. Nexte contexto a Economia Verde é fator fundamental para a viabilidade das cidades sustentáveis.
Prof. David Zee Vice Presidente da Camara Comunitária da Barra da Tijuca Prof. da UVA e UERJ
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