Rádio Online

Visitantes

HojeHoje305
OntemOntem407
Nesta SemanaNesta Semana1914
Neste MêsNeste Mês6363
GeralGeral241979
Banner

Coluna Verde
Economia Verde e Patrimônio Sustentável

 

No mes que vem (junho 2012) na Rio+20, os governantes de inumeros paises estarão propondo e discutindo as metas e diretrizes para a Economia Verde a ser implantada visando reconduzir os destinos do planeta. Independente dos resultados e da aceitação ou não de uma proposta de consenso pelas partes é preciso que o Terceiro Setor(Sociedade Civil) se mantenha atento e comece a formar uma opinião a este respeito. Lembre-se que a vontade política dos nossos governantes inicia-se sobre uma opinião publica de (sociedade) clara e estruturada. Assim é preciso saber o que queremos e como realizar. Neste sentido a sociedade organizada da Baixada de Jacarepaguá deve se preocupar em como melhor aproveitar os recursos naturais que seu patrimonio ambiental local pode oferecer.

Dentro da premissa que o patrimonio ambiental apenas conservado, sem uso planejado, oferece muito pouco se comparado com um bem natural avaliado e com proposta de uso adequado em função das suas fragilidades e potencialidades. Por outro lado um uso voraz e mal administrado promove a extinção do bem natural e vai contra o princípio do desenvolvimento sustentável: "Atender as necessidades do presente sem comprometer as necessidades das futuras gerações"(Nosso Futuro Comum).

Nesse sentido o patrimonio ambiental da Baixada de Jacarepaguá deve ser identificado e diagnosticado quanto as suas necessidades (fragilidades) e caracteristicas naturais para se poder planejar seus usos sustentáveis.

Tomemos como exemplo a Lagoa de Marapendi que nos ultimos meses sofreu mudanças marcantes quanto ao seu plano de uso do solo onde foi criado o Parque Municipal da Barra da Tijuca além de receber o Campo de Golfe oficial das Olimpiadas de 2016. São medidas que os moradores da Barra e Recreio tem muito o que lucrar com os usos sustentáveis que porventura possam ser desenvolvidos no entorno da Lagoa de Marapendi. Deve haver um legado ambiental claro e explicito que as Olimpiadas devem deixar na região onde a maior parte dos jogos serão realizados. Neste contexto percebe-se melhor o valor que o patrimonio ambiental pode promover na valorização dos imóveis e na qualidade de vida da região. Enquanto o primeiro é perfeitamente tangível sob forma de aumento do valor do imóvel, o segundo é intangivel onde não é possivel valorar de forma direta. Contudo a percepção social  é clara e evidente tornando-se objeto de desejo da coletividade poder morar onde todos gostariam de passar as férias.

 

O conceito da Economia Verde que será discutida na Rio+20 será baseada na capacidade de mensurar e valorar os usos sustentáveis possiveis de se incorporar nas cidades. No futuro próximo será possível desenvolver estratégias que possam incorporar valor nos recursos naturais e na permanência de ecossistemas permeados na malha urbana. A coexistência pacífica entre o meio ambiente integrado com o meio urbano será o próximo desafio. Esta situação só será possivel com a inovação tecnológica e o planejamento de usos que potencializem a interdependência mutua entre as cidades e os ecossistemas naturais. Neste sentido os usos sustentáveis como o transporte aquaviário, turismo ambiental, ecoresorts, esportes da natureza(vela, trekking, pesca esportiva), jardim botanico, mirantes, reservatórios e lagos artificiais, são alguns das inumeras oportunidades de usos que devem ser mesclados no espaço urbano.

Uma melhor distribuição das cores nas manchas urbanas como o cinza das edificações devem ser intercaladas com o azul (rios, canais, lagos e praias) e o verde (praças, parques, faixa de proteção marginal). Quanto maior for o equilibrio destas cores na malha urbana, tanto mais sustentável ela será no futuro. Nexte contexto a Economia Verde é fator fundamental para a viabilidade das cidades sustentáveis.

 


Prof. David Zee
Vice Presidente da Camara Comunitária da Barra da Tijuca
Prof. da UVA e UERJ

 
A falta de uma reação sustentável

 


Os problemas ambientais contemporâneos resumem-se na falta de reação por parte das empresas e de órgãos governamentais no momento dos acidentes ambientais além da carência de mecanismos legais que promovam o acompanhamento efetivo da implantação das medidas preventivas necessárias antes do acidente. O Rio de Janeiro é um protótipo de muitas ações antrópicas equivocadas e um excelente laboratório para operacionalizar as boas práticas da sustentabilidade ambiental. Afinal a história da humanidade demonstra que a evolução do homem sempre foi a custa  dos erros cometidos e o aprendizado dos desafios lançados. O ano de 2011, para o Rio de Janeiro, foi pródigo em acidentes ambientais e a falta de prevenção, a saber:


-Tragédia na região serrana do RJ (jan 2011)
-Mortandade de peixes na Lagoa de Araruama (ago 2011)
-Ressaca atinge quiosques de Copacabana (ago 2011)
-Vasamento no Campo de Frade (nov 2011)
-Vasamento de óleo na Baia de Ilha Grande (dez 2011)
-Maré Vermelha no litoral carioca (dez 2011)


Percebe-se que a frequência dos desastres naturais aumenta a cada ano que passa. Nas áreas urbanas, fragilizada pelo uso inadequado do solo, o risco de acidentes com mortes é ainda maior do que em área de menor densidade de ocupação. Da mesma forma  os riscos de acidentes também são potencializados pela falta de conhecimento do homem da dinamica de interação dos ciclos naturais entre a geosfera(solo), atmosfera(ar), hidrosfera(água), e a biosfera(seres vivos). O homem está inserido na biosfera e o seu aumento populacional(7 bilhões de habitantes) desequilibra toda a relação entre os meios(esferas). Na verdade, hoje, o homem já consegue ter influência planetária coisa que não tínhamos há quase 100 anos atrás. Em algum momento, no século passado, o homem conseguiu desequilibrar e tomar para si o comando do destino da natureza terrestre. Tudo devido as suas ações de grande envergadura e de longo prazo. Hoje o destino da Terra está nas nossas mãos.


2011 foi um ano emblemático em termos de acidentes ambientais para o estado do Rio de Janeiro. Além da frequencia, da diversidade e da envergadura dos acidentes ficou constatada a falta da capacidade de reação das empresas causadoras além dos órgãos responsáveis pelo controle, fiscalização e do zelo pelo patrimonio natural. Enquanto o óleo extravasava e cobria o espelho d'água ou se aproximava do litoral de Angra dos Reis não se percebia qualquer iniciativa ou ação para impedir o alastramento do impacto ambiental eminente. É assustador constatar que entregamos a responsabilidade e a competência do controle e da prevenção para empresas e entidades que não possuem eficiência nas suas respostas nos momentos de crise. Torna-se premente a necessidade de mudar, inovar e reagir pois além de vidas humanas em jogo existem milhares de outros organismos vivos cujo conjunto mantém saudavel o unico planeta conhecido pelo homem com vida.


Assim a sociedade fluminense também precisa reagir e cobrar de seus representantes atitudes mais objetivas e permanentes visando uma resposta mais eficiente contra os impactos causados na natureza em nome do desenvolvimento humano. Este tipo de reação representa SUSTENTABILIDADE.

David Zee
Vice-Presidente da Camara Comunitária da Barra da Tijuca

 
<< Início < Anterior 1 2 3 4 5 6 Próximo > Fim >>

Página 1 de 6