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Ecos da tragédia da região serrana |
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Tirei umas férias, e deixei de publicar meu artigo Editorial/Opinião na edição de fevereiro no JORNAL DA BARRA, como faço há 22 anos, o que foi suficiente para que vários leitores e alguns companheiros antigos de lutas pela melhoria das condições de vida da nossa região, me ligassem preocupados. Queria tranqüilizá-los e dizer a todos, que “ainda vão ter que me aturar por algum tempo”, parafraseando a frase do Zagalo.
Um outro motivo para não publicar meu artigo no mês passado foi uma espécie de choque que tive com o que aconteceu na região serrana do Rio, tragédia sem precedentes e muito mais grave do que as tragédias de Angra e de Niterói em 2010. Lamentavelmente, após dois meses, muita coisa ainda permanece do mesmo jeito. A conta das vítimas fatais ainda não fechou. Quase 1000 mortes e mais de 400 pessoas desaparecidas, para nossa tristeza e das famílias e amigos. Muitos desabrigados. Além de lamentar as perdas e as mortes, cabe às autoridades e a Justiça, apurarem de fato, o que ocorreu e de quem é a culpa pelo ocorrido, se é que existem culpados?
Querer simplesmente colocar a culpa na autoridade pública atual, não é o mais correto. O desleixo com o bem público em nosso estado não vem de hoje, é coisa antiga. Político, em geral, trabalha muito na época das eleições, “depois deita na cama”. São anos e anos de falta de gestão eficiente e de mau uso e desvios dos recursos financeiros. Verbas são usadas para outros fins, existe a compra superfaturada de serviços e, como por exemplo, de material hospitalar, gaze, soro fisiológico, etc, como divulgado recentemente nos principais jornais. O pior, é que alguns governadores ainda querem “ressuscitar” a CPMF!?!
Os políticos atuais e anteriores, principalmente governadores e prefeitos tem sua parcela de culpa por permitirem ocupação desordenada com construção de moradias nas margens dos córregos e rios, pela a falta de uma política habitacional e de assistência social, pela falta de investimento em infra-estrutura e tudo o mais que muitos dos senhores estão cansados de saber.
Na tragédia da região serrana ocorreram falhas na divulgação do alerta da Defesa Civil e pode ter havido teimosia das pessoas em deixar suas casas.
Os meios de comunicação que só se preocupam em dar notícias de escândalos, crimes e tragédias que acontecem no Brasil e no mundo, por que dão IBOPE, também foram negligentes em não divulgar a verdadeira importância do alerta, e talvez até mesmo a Defesa Civil e os centros de meteorologia não tenham sido suficientemente enfáticos. O efeito de fortes chuvas, em geral trás poucas conseqüências, e sua previsão é comum em nosso estado, muito diferente da aproximação de um furacão e suas conseqüências, em qualquer lugar do mundo.
Todos esses aspectos são procedentes, porém, não podemos deixar de comentar, a magnitude e o poder destruidor do fenômeno que ocorreu naquelas regiões mais atingidas. Fugiram ao controle do ser humano. É o planeta em transformação. A beleza e o verde das matas, as águas dos rios, o clima, o sossego, tudo sempre motivou as pessoas, sobretudo das classes média e alta, a ter uma casa de campo ou um refúgio para descanso nos finais de semana e nas férias, e toda essa natureza do alto das montanhas se desprende e arrasa vários municípios, um fenômeno sem precedentes. Cientistas afirmaram que o ocorrido na região serrana pode ocorrer a cada 500 anos.
Fica mais uma lição, e o importante é que as autoridades públicas se aparelhem com recursos materiais e técnicos para minorar os problemas dos diretamente prejudicados, e que cuidem para evitar novas tragédias. Muito poderia ter sido evitado com atitude, como por exemplo, como a que teve o prefeito de Areal. Importante ressaltar o espírito de solidariedade e mobilização para ajudar às vítimas, demonstrado por toda a sociedade. Voluntários subiram a serra para ajudar e fizeram muitas doações em todo o Brasil. O pessoal da região da Barra e Recreio, também participou ativamente. As igrejas, as associações de moradores e comerciais, o Rotary e o Lions, se mobilizaram e vários caminhões de donativos foram enviados.
Felizmente o Carnaval está chegando e agora é hora de alegria. Vou sair na Banda da Barra... Mas para quem quer descansar, fica o aviso de que o comércio e hotelaria de Teresópolis, Friburgo e Petrópolis já estão funcionando normalmente.
Cloris Miranda Filho
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2010:Apesar dos problemas o início de uma década de crescimento |
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Apesar de 2010 ter sido um dos anos com o maior número de feriados, inúmeros feriadões, eleição em dois turnos, Copa do Mundo, e ocorrência de várias calamidades como as de Angra, Niterói e São Gonçalo, inúmeras enchentes no Sul, Sudeste e Nordeste, e a maior seca no Pantanal, nos rios da bacia Amazônia e nos estados do Nordeste, o ano foi positivo para a população brasileira, conforme revelam estudos da FGV, do IBGE e as primeiras informações do Censo 2010. Os principais pontos foram a diminuição da pobreza e o aumento do nível de empregos. O salário mínimo hoje vale cerca de US 300 o que é recorde histórico e ultrapassa a antiga marca histórica de US100. A chamada Classe D progrediu e muitas famílias alcançaram o patamar estabelecido para classificá-las como Classe Média C ou B, seja através da maior oferta de moradia, da maior produção de bens de consumo pelas indústrias, seja através de maior nível de emprego, de maiores salários e de abundância de crédito, sobretudo pela facilidade de conseguir cartões de crédito nos bancos e nas casas comerciais e rede de supermercados, com pagamento parcelado em 3, 6 ou 10 vezes sem juros. O consumo também foi incentivado com reduções de IPI e outros impostos sobre veículos, materiais de construções e eletrodomésticos. A produção automobilística bateu recorde sobre recorde na modalidade de 10% de entrada com financiamentos em até 60 meses. apesar do aumento violento das importações e a queda das exportações de bens, o investimento estrangeiro também cresceu muito, e o dolar se desvalorizou perante o Real. Diante do dólar barato e dos feriadões, os brasileiros fizeram as malas muitas vezes em 2010, aumentando o número de viagens nacionais e principalmente as internacionais. Em 2011 não deverá ser muito diferente, muitos feriados e muitas viagens. Também pudera, Carnaval em março e Semana Santa após a 2a quinzena de abril. Difícil achar lugar em vôos para Estados Unidos e Caribe nessas épocas de maior procura.. A Economia deverá continuar crescendo por conta do nosso grande mercado interno, há muito tempo represado e contido, bem como pela projeção internacional do Brasil como um dos BRICs e como fornecedor tradicional de insumos e de matérias primas. Na verdade ser um fornecedor de matéria prima e um importador de bens de consumo é péssimo para o país, mas faz parte de nosso papel no mundo globalizado. O governo da presidente Dilma precisa mudar isso. É preciso sobretaxar a importação de muita coisa; um exemplo é a importação de carros de luxo do México, Argentina, Estados Unidos, e não deixar o mercado ser inundado pelos carros chineses. A definição da nova equipe ministerial é uma preocupação grande e na última semana medidas de arrocho aos bancos e ao crédito já foram sentidas. O mercado pode ter uma reação negativa antes mesmo do final do na, após a alta do juros e o aumento do compulsório dos bancos. São cuidados para a inflação não disparar, mas podem influir negativamente nas vendas de fim de ano. Tudo isso é passível de gerenciamento, mas o que assusta mais é a situação ecológica e o futuro sombrio do planeta. Inundações, descongelamento da calota polar, poluição do ar, tempestades cada vez mais violentas, etc. O governo precisa fazer sua parte, impedindo abusos e controlando o desmatamento da Amazônia, a qualidade do ar, as construções irregulares, a destruição do meio-ambiente, e incentivando o uso de fontes de energias limpas. Por sua vez, os empresários e a população devem fazer a sua parte, também muito importante para a preservação da vida e do planeta Terra.
Cada um de nós fazendo a sua parte pode ajudar muito...Boas festas e um Feliz 2011!!! Cloris Miranda
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Votação de Marina do PV leva decisão para o 2° turno |
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O extraordinário crescimento da votação de Marina Silva para muitos foi uma surpresa. Não para nós, pois numa enquete na região Barra/Recreio, sem maiores pretensões realizada em nosso site, a votação em Marina superou os 30%. Em nosso artigo do mês de setembro dizíamos que: “ a candidata do Partido Verde vinha fazendo seu trabalho, democraticamente, aliás muito importante para o futuro do país.” E, embora afirmássemos que seria difícil a realização de um segundo turno, alertávamos para que “a situação só mudaria em caso de ocorrer algum vazamento muito sério...”
Por mais forte que seja o esquema do PT em abafar crises, a proximidade de Dilma a sua sucessora na Casa Civil, envolvida em escândalo e exonerada, trouxe efeitos negativos para a candidata da coligação PT/PMDB, que teve aproximadamente 46% dos votos, contra 50/51% projetado pelos principais institutos de pesquisas. Também, as propostas de campanha de Marina Silva interferiram para o resultado, pois foram simples e lógicas, parecendo muito mais sinceras do que as de seus adversários, talvez até por seu aspecto frágil, feminino mas ao mesmo tempo determinado. Diante disso, os eleitores desgostosos com a bipolarização reinante há décadas, indecisos e com rejeição aos candidatos e outros aspectos políticos e pessoais, optaram por um voto de esperança e protesto, na candidata e nas propostas dos verdes, objetivando a melhoria da qualidade de vida, a luta contra a miséria e contra o desemprego, e pelo desenvolvimento econômico com preservação do meio ambiente.
Grande parte do aumento de votos em favor de Marina Silva(e de Serra), vieram dos eleitores indecisos, mais precisamente do eleitorado feminino, hoje representando 52% dos votos válidos. Segundo pesquisa recente do Datafolha, se dependesse apenas dos votos das mulheres, Dilma teria 46%, Serra 33% e Marina 19%. O voto da população feminina representava 60% dos votos dos indecisos, sendo parte deles definidos no 1º turno contra Dilma, outro fator determinante para o resultado e para a realização do 2º turno.
Até 31 de outubro muita água “ vai rolar” e tudo vai depender da propaganda eleitoral, do trabalho para atrair o voto feminino sobretudo os ainda indecisos, e do esforço dos candidatos derrotados e principalmente dos já eleitos. Também muito importante a definição de Marina e de seu partido. Para complicar, um provável aumento de abstenção dos eleitores que serão tentados a viajar devido ao feriadão de Finados.
Para Serra a luta será enorme, mas uma virada não é impossível. Dilma só precisa de mais 4% para se tornar a primeira mulher a ocupar o cargo de presidente. Com a presença de Marina Silva, sua curva na preferência do eleitorado era descendente. Agora a situação é outra e muito favorável a ela. Devemos elogiar o trabalho de apuração realizado em tempo recorde e com muita transparência. Também parabenizar os candidatos eleitos, de quem o povo espera mais trabalho e honestidade. Fica o nosso protesto contra a indefinição do STF quanto aos Fichas Sujas, e que Deus abençoe o Brasil e a todos nós para que no 2º turno vença o melhor candidato.
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Votar é praticar a cidadania.. participe |
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Este mês, o assunto não poderia deixar de ser outro a não ser a política e as eleições de outubro. As últimas pesquisas de opinião indicam o crescimento de Dilma Roussef, e a queda de seu principal oponente, José Serra, sinalizando uma grande possibilidade de uma vitória, já no primeiro turno, da candidata do Presidente Lula. A candidata do PT/PMDB, deve receber todas as benesses da extraordinária transferência de votos em função da popularidade recorde de Lula, a maior e mais duradoura já conquistada por um presidente da república em nosso país.
Em sentido oposto, o Gov. de São Paulo e ex Ministro da Saúde, José Serra candidato do PSDB/DEM, perde terreno após indicar o deputado carioca do DEM, Índio da Costa, como seu candidato a vice, diante da recusa do mineiro Aécio Neves em participar, preferindo concorrer confortavelmente ao Senado Federal. A tão sonhada chapa Serra/Aécio seria muito mais forte, mas será que conseguiria derrotar Lula e sua candidata? Para responder, só com “bola de cristal”, mas o ex governador, como todo bom mineiro preferiu não se arriscar.
Para grande decepção do “tucanato”, Serra está perdendo terreno até mesmo nos estados do sul e do sudeste, segundo as últimas pesquisas divulgadas. Acreditamos que a situação só mudaria em caso de ocorrer algum vazamento muito sério ou de um escândalo nacional, mas a turma do PT é muito hábil em resolver esses problemas. A candidata do PV, Marina Silva, vem fazendo seu trabalho democraticamente, aliás muito importante para o futuro do país.
Sergio Cabral aparece como candidato francamente favorito a reeleição ao governo do Estado do Rio de Janeiro. Conta com o apoio de Lula e do prefeito Eduardo Paes, que derrotou Gabeira na capital, por baixa diferença de votos. No interior Gabeira não tem força para derrotar o Governador. Pensando na representatividade do Rio em Brasília, para o Senado Federal são fortes candidatos Crivella, César Maia, Lindberg e Picciani. Para a câmara dos deputados alguns devem se reeleger, mas existem candidatos novos e com muita força. Destacamos Otávio Leite, Pedro Paulo, Rodrigo Bethlem, Garotinho (ainda com problemas com o TRE) , Júlio Lopes, Rodrigo Maia, entre outros. Para deputado estadual também é grande o leque de opções e espera-se um índice grande de renovação na ALERJ.
Devido a realização da Copa do Mundo em 2014 e das Olimpíadas em 2016, o Rio passou a ser o centro das atenções do país e do mundo, e precisa do seu voto. Participar das eleições é o mais puro ato de exercício de cidadania, pois esta é a sua hora de poder fazer alguma coisa para tentar melhorar a situação do país e do seu estado.
Não seja omisso nem anule seu voto, participe escolhendo os candidatos “FICHA LIMPA”.
Clóris Miranda
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