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TRIBUNA DA CIDADANIA
Estamos inaugurando um novo ano que, sem dúvida, será bem melhor do que os anteriores, principalmente 2011 no qual foram iniciadas grandes obras, não só na Barra, como em outros bairros do município que se transformou num canteiro de reformas e melhorias viárias. Há muitos anos não se via, tanto trabalho e execução de projetos de real interesse para a população. É evidente que foi um ano desconfortável; com grandes engarrafamentos e enormes dificuldades de locomoção. É impossível executar tantos projetos, todos importantes, sem mexer no cotidiano de quem se locomove dentro do bairro e para fora dele.
O novo ano será o das inaugurações que nos devolverão vias urbanas, alargadas, asfaltadas e bem próprias para um bairro que tende a crescer cada vez mais. Recreio, Barra, Vargem Grande e Pequena serão, sem dúvida os bairros mais desenvolvidos e com melhor infra-estrutura do que qualquer outro do município do Rio de Janeiro. Aqui acontecerão os grandes eventos esportivos de 2014 e das olimpíadas de 2016; aqui ocorrerão eventos e shows nacionais e de nível internacional. As casas de festas estão “bombando” e os shoppings, grandes e pequenos, com grande movimento.
Nenhum outro bairro possui um gama tão grande de atividades geradoras de riquezas, impostos e empregos. Com o alargamento das vias principais, Ayrton Senna, Américas, Bandeirantes e Abelardo Bueno; com a inauguração da transoeste, transcarioca e transolimpica e, posteriormente com a chegada do Metrô Linha 4, ao Jardim Oceânico teremos aqui um bairro modelo.
Internamente, com a parceria da iniciativa privada, vai ser iniciado o mergulhão em frente ao Barrashopping; surgirá a via 4, paralela a Avenida das Américas; também o eixo metropolitano estará sendo implantado para ligar a Avenida Ayrton Senna à Salvador Allende. Ficam prometidas e já estão planejadas o prolongamento da VIA PARQUE e duas pontes sobre o Canal Marapendi; também projetada está a duplicação do trecho entre a Avenida das Américas e Avenida Olof Palm no Rio Centro. O programa Asfalto Liso continua em marcha acelerada e já pode ser notado todos os dias quando passamos nas nossas principais vias.
Enfim se 2011 foi um ano de sacrifício para todos nós, o ano de 2012 será de inaugurações que nos darão maior e mais confortável mobilidade urbana. É pena que não sejamos um município emancipado.
Kleber Machado Barralerta
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Estabeleceu-se uma polêmica entre os que são contra e os que são a favor do recolhimento compulsório de crianças e adolescentes dependentes de drogas. A revista OAB-Rio do mês de Agosto traz as razões da intervenção do Estado, através a Secretária de Assistência Social, na solução do problema com o recolhimento compulsório e atendimento médico adequado aos menores viciados e que estão nas ruas. Em sentido contrário opina a Advogada e Professora da PUC-RJ Samantha Pelajo, que sugere a intervenção do Judiciário para decidir da obrigatoriedade ou não da internação. O problema é grave, vem se agigantando nos últimos tempos nas grandes metrópoles e nós da sociedade civil organizada temos que nos posicionar uma vez que o tema é de maior interesse. Não podemos aceitar simplesmente a “higienização” ou “limpeza” das ruas públicas, porém temos que encontrar soluções compatíveis com a nossa Constituição para resolvê-lo.
A Carta Magna de 1988 em seu artigo 227 § 1º item VII disciplina o assunto como um dever da família, da sociedade e do Estado assegurar ao menor, o direito à saúde, à alimentação e à educação; através programas de prevenção e atendimento especializado às crianças e adolescentes dependentes de drogas, poderá ser obtida a amenização do problema. Se eles estão nas ruas é porque foram abandonados pela família e a sociedade não se interessou em apoiá-los e, portanto ao Estado cabe abrigá-los para tratamento adequado, recuperação e re-inserção na sociedade, independente da vontade própria.
O Estado, nos termos constitucionais pode e deve fazê-lo compulsoriamente, uma vez que o menor abandonado e drogado, sem poder de decisão e já entrando na marginalidade, tem que ser tutelado. Isto não elimina a possibilidade de alguém, com representatividade legítima do acolhido, recorrer no Judiciário, em caso de abuso; também o Ministério Público, como promotor natural pode intervir e provocar os Juizados de Menores, sempre que constatar irregularidades e/ou arbitrariedades. O viciado em drogas, abandonado pela família tem que ser recuperado com o tratamento adequado e isto só pode ocorrer pela compulsoriedade do recolhimento e internação.
Nós da sociedade civil organizada, impotentes para resolvermos o problema temos que apoiar e aplaudir as ações do Poder Público, através a Secretaria de Assistência Social, além de clamar aos nossos legisladores por uma norma que mais claramente defina e encontre uma solução para a grande chaga que é o viciado menor de idade, abandonado nas ruas. O ECA tem que ser adequado aos novos tempos.
Kleber Machado Barralerta
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